Litoral do Chile – Vinã Del Mar e Valparaíso

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Acordamos cedo e logo pegamos a estrada pois nosso próximo destino era o litoral, Viña Del Mar e Valparaíso, que deste ponto estavam muuuuito distantes, a mais de 500Km, que foram percorridos integralmente neste mesmo dia, com algumas perdidas na passagem por Santiago. Da Ruta 5 até a entrada para Vinã e Valparaíso existem inúmeras Vinícolas e da estrada se avista as infinitas parreiras de uva, que até nem pareciam uvas, pela maneira diferente que são plantadas.

Paramos para comer no Sésamo, é um local limpinho mais não recomendo pois só tem lanche (daquele estilinho chileno deslechado) e o preço é salgado!



Chegamos lá pelas 15h, e apesar de muito cansados, ainda conhecemos a região portuária de Valparaíso, que mais parece a cidade de Santos ou qualquer outra cidade que tenha porto em mar aberto, confusa e muito movimentada. Como não vimos nenhuma hospedagem “de cara” seguimos a Viña Del Mar que fica a aproximados 2Km dali, mal pode-se separar-se uma da outra, parece a mesma cidade.

ônibus elétrico de Valparaíso

Tiramos esta foto porque achamos bonitinha, mas nem imaginávamos que ela iria ser usada 2 dias depois

Ambas são cidades grandes por isso não tem o aconchego de cidades como Pucón e Puerto Varas, onde podíamos a pé percorrer todas as suas tranqüilas e belas ruas. Na verdade não houve um encanto de nossa parte por estas cidades, pois imaginávamos conhecer cidades litorâneas como as nossas, com vilas de pescadores, construções humildes e não cidades agitadas e movimentadas, inclusive sujas e malcheirosas. Me desculpem os moradores ou simpatizantes destas cidades, mais foram estas as impressões e lembranças que levamos de lá.

Em Viña Del Mar começamos a procurar uma hospedagem, o que nos deixou tensos pois a cidade é agitada, muita gente na rua, comércios ambulantes, bares abertos, e só avistávamos placas de hospedagem em lugares extremamente velhos e sujos, o que nos fazia cada vez mais desanimar de ficar por ali. Pensamos até em seguir para Santiago e abandonar o litoral, foi então que nos encorajamos a entrar em alguns Hostels para perguntar, uns muito estranhos e velhos (tipo caindo aos pedaços), que dava medo.

Toda a cidade é muito antiga, assim como Valparaíso, esta declarada pela UNESCO Patrimônio da Humanidade. No entanto achamos um Hostel chamado B&B, no qual fomos muito bem atendidos. Não era o mais bonito nem o mais moderno, mais parecia limpo e um pouco afastado do barulho e tinha wi-fi. Uma noite em habitacion matrimonial custou 20.000 pesos (R$ 70,00) sem café da manhã e sem estacionamento. Guardamos o carro em um estacionamento próximo, que custou mais 2.500 pesos (R$ 8,75). Ainda deu tempo de pegar o pôr do sol no oceano pacífico, que se pôs quase 21h (horário de verão).


Já pisar nas areias deste oceano não foi muito agradável, a areia é grossa e escura, tem muito lixo na beira mar, pombos, cachorros e pessoas dividem um espaço pequeno na areia que as grandes construções a beira mar ainda deixaram. Nem molhamos se quer o pé na gelada água do oceano pacífico de tão decepcionados que ficamos, muito mais a patagônia chilena!


Depois desta traumática experiência, fizemos uma sopinha quentinha na cozinha do Hostel e fomos descansar pois no dia seguinte iríamos enfrentar a gigante e tumultuada capital, Santiago do Chile.

Fizemos as rotas no Google maps antes de ir, o medo de se perder em Santiago era grande, porque lá uma pequena erradinha resultariam em muitos quilômetros a mais rodados. Gracias a Dios (como dizem os chilenos) não nos perdemos nem um momento, mas o imprevisto aconteceu, assim que chegamos no centro de Santiago uma louca chilena deu ré no carro em plena Avenida O’Higgins (a principal da cidade) e bateu com tudo em nosso carro. Que susto!!! Não sabemos até hoje o que aconteceu, acredito que ela tenha invertido a primeira marca com a ré e na hora do nervosismo acelerou e nos atingiu com tudo. “Mas como a sorte anda sempre com os audazes”, como diria nosso amigo Tony, nada aconteceu nem conosco nem com o carro.

Em Santiago, nos achamos bem, rapidamente achamos a rua Cienfuefos, 151, Bairro Brasil, onde ficava localizado o Hi Hostel, o qual indico (ele é anti abalos sísmicos e foi testado e aprovado por nós). A diária custa 9.000 pesos (R$ 31,50) por pessoa em quarto coletivo, para quem é associado ao Hostelling International e $10.000 para quem não é. É o mesmo esquema dos outros Hostels, só que este é um pouco mais organizado, mais limpo, tem wi-fi, só não pode usar a cozinha mas eles servem almoço e janta numa espécie de restaurante e tem café da manhã incluso (bem simplesinho mais já mata uma refeição).

Lá o movimento é intenso, entram e saem hóspedes o tempo todo, e eles vem de todas as partes do mundo, conhecemos alguns e até trocamos uma idéia, inclusive com Japoneses (que falavam espanhol) e Australianos (cujo inglês é dificílimo de entender), a interação é a parte mais gostosa de ficar em um Hostel, é uma experiência apaixonante e que vou levar para o resto de minha vida. Em minhas próximas viagens, com certeza vou querer me hospedar apenas em Hostels.

Já hospedados, fomos dar uma caminhada em Santiago, o Hostel fica três quadras da Av. principal, então fomos caminhando nela em direção ao Leste. O que mais me chamou a atenção em Santiago foi a arquitetura da cidade, são casarões parecidos com palácios, dos séculos XV, XVI, que me deixaram boquiaberta. Tem muitas praças também em Santiago e a cidade cheira a cultura por todos os cantos.

Conhecemos neste dia o Palácio La Moneda, sede do governo. É muito bonito, vale a pena conferir e fica bem na Av. O´Higgins.

Já um pouco cansados da correria e agitação do dia, fomos descansar para no outro dia conhecer mais um pouco da cidade. Em nosso quarto estava o nosso querido “my friends”, um australiano que se chama Victor e que apilidamos carinhosamente de padre Quevedo, isso porque ele falava bem baixinho e bem devagar, para que pudéssemos entender seu inglês com sotaque australiano. e também um Japonês que não trocamos muita idéia pois ele logo foi embora. O sr. Victor nos recebeu muito bem, é um senhor de aproximados 65 anos, que já atravessou de bike a Austrália a Nova Zelândia e pretende atravessar o Canadá no ano que vem! Ele simplesmente colocou o Marlon no chinelo!

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  1. ESSA PRAIA PERTO DE SANTOS É O PARAÍSO, EXCEPTO PELA TEMPERATURA DA AGUA TALVEZ..SE BEM QUE A DE SANTOS TAMBEM É GELADA..SANTOS PRATICAMENTE NEM TEM AREIA E O POUCO QUE TEM PARECE UMA LAMA NEGRA E UMIDA

  2. SE ESSE LUGAR É TÃO HORRIVEL E AS FOTOS ESTÃO TÃO BOAS, FICO A IMAGINAR QUE O NIVEL MEDIO DO CHILE É PORTANTO SUPERIOR AO DO BOSTIL..

  3. OS PAÍSES DA AMERICA ESPANHOLA TEM UMA BELA ARQUITETURA QUANDO VEMOS OS PREDIOS EM SEPARADO, MAS QUANDO OLHAMOS O CONJUNTO SÓ É MENOS FEIO QUE SP..

  4. CONSTRUÇÕES MUITO COLADAS UMA NA OUTRA SEM O MINIMO ESPAÇAMENTO, MUITA DENSIDADE DE CONSTRUÇÃO EM POUCO ESPAÇO; PARECE UMA FAVELA CAOTICA..ME LEMBRA CIDADES TIPO LISBOA..ACHO FEIO

  5. NESSA CATEGORIA SÓ AS CIDADES ITALIANAS E VILAS GREGAS SE SALVAM..

    JA QUANDO VC OLHA AQUELES CANAIS DE AMSTERDÃO, AVEIRO, VENEZA E CIA PERCEBE QUE AQUILO SIM É CIDADE..

  6. VAMOS COMPARAR SP COM ALGUMA CIDADE COM ESSE MESMO PROBLEMA DE DENSIDADE; O PROBLEMA É QUE UM PREDIO VELHO DE SP CAINDO AOS PEDAÇOS DOS ANOS 60S/70S E CIA NÃO CHEGA NEM AOS PÉS DE UM PANTEÃO DA VIDA..NÃO COMO ARQUITETURA SOMENTE, MAS COMO VALOR HISTORICO E CONTEUDO TAMBEM..

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